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9/8/2004 - Isto É Gente
Nas Bancas da Vida
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Sucesso nos anos 60 e 70, ELIANA PITTMAN voltou a gravar após a morte da mãe, promoveu disco cantando em bancas de jornal e faz shows em São Paulo.
A bordada por um homem que cantarola "Mistura de Carimbó" , gravada em 1974, Eliana Pittman posa feliz para uma foto. A lembrança dos fãs tem sido seu combustível desde o final de 2002, quando lançou o disco Minhas Novas Influências. A cantora, que iniciou a carreira em 1961 ao lado do padastro, o saxofonista americano Booker Pittman, fez sucesso nos anos 60 e 70, quando gravou músicas como "Viola Enluarada" e estrelou shows ao lado de Caetano Veloso e Jô Soares. "Depois disso, a gravadora queria que eu cantasse disco music e me recusei. AÍ selei meu destino no mundo fonográfico", diz.
O estímulo para voltar a gravar veio em 2000, depois que a mãe, Ofélia, morreu de leucemia. Eliana fazia um show de samba em uma casa de espetáculos do Rio quando foi chacoalhada por um afilhado, que não queria ver a madrinha "cantando para turista". Ela levantou recursos com a Lei Rouanet para gravação de Minhas Novas Influências, em que clássicos como "Você Abusou" ganharam arranjos de Jazz e dance music.
"Não podia cantar as músicas que minha mãe gostava, poruqe chorava. Mudei o repertório e dediquei a ela", lembrfa Eliana, que promoveu o trabalho percorrendo mais de 30 bancas de jornal que vendiam seu disco no Rio. Com um painel desmontável, improvisava um palco, no qual cantava e dava autógrafos para quem parava.
Em maio, Eliana trocou sua cobertura na zona sul carioca por hotéis paulistanos, pagando a hospedagem com shows semanais. Também se apresenta no tradicional Bar Brahma, na esquina das avenidas Ipiranga e São João, onde recebe, além de pedidos de músicas, bilhetes com declarações de amor. "Vou desencalhar em São Paulo", diz ela, solteira aos 58 anos.
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